Sibylle Rauch nasceu em 10 de janeiro de 1960, em Munique, na Alemanha Ocidental. Desde jovem, demonstrou interesse pelas artes cênicas e pela comunicação visual. Cresceu em um ambiente que valorizava a liberdade de expressão, o que a levou a buscar oportunidades no mundo do entretenimento ainda na adolescência. Antes de entrar na indústria adulta, trabalhou como modelo fotográfica e fez algumas aparições em revistas de moda, mas foi na cena noturna de Munique que foi descoberta por produtores de filmes eróticos.
No início dos anos 1980, Sibylle decidiu explorar o mercado de filmes adultos, que na época vivia um boom na Europa. Sua estreia oficial ocorreu em 1982, com uma série de produções alemãs que mesclavam erotismo e narrativa leve. Ela rapidamente se destacou por sua naturalidade diante das câmeras e por sua disposição em experimentar diferentes papéis. Em pouco tempo, tornou-se uma das atrizes mais requisitadas do gênero na Alemanha, trabalhando com diretores como Hans Billian e Teresa Orlowski.
Ao contrário de muitas colegas da época, Sibylle não limitou sua carreira ao entretenimento adulto. No final dos anos 1980, começou a fazer participações em filmes e séries de televisão alemãs. Um de seus papéis mais conhecidos foi no longa-metragem "Der bewegte Mann" (1994), uma comédia que abordava temas de sexualidade e relacionamentos. Sua atuação foi elogiada pela crítica, que destacou sua capacidade de transitar entre registos cômicos e dramáticos. Ela também apareceu em episódios de séries populares como "Ein starkes Team" e "SOKO München".
Apesar do sucesso profissional, Sibylle enfrentou momentos difíceis. Na década de 1990, o estigma associado à sua carreira anterior a levou a perder alguns contratos no circuito mainstream. Ela passou por um período de reclusão e lutou contra o preconceito. Em entrevistas posteriores, revelou que a rejeição a fez repensar suas escolhas, mas também a fortaleceu. Casou-se duas vezes, ambas com parceiros que apoiavam sua trajetória, e teve um filho, que se tornou sua prioridade após os 40 anos.
Nos anos 2000, Sibylle fez um retorno gradual ao público. Participou de documentários sobre a história do cinema erótico alemão e deu palestras sobre liberdade sexual e direitos das mulheres. Em 2015, lançou uma autobiografia na qual detalha sua jornada desde a infância em Munique até os dias atuais, abordando sem rodeios os altos e baixos da fama. Atualmente vive em Berlim, onde mantém um perfil discreto, mas ainda é lembrada como uma figura pioneira na indústria adulta europeia e uma atriz versátil que desafiou rótulos.